Cultura Inglesa apresenta portal que mescla dinamismo com bom conteúdo - 21/09/2006 Criar um sistema de acesso online não é mais novidade. Com o advento da Internet, ter uma página na web é algo acessível para qualquer indivíduo, vide o fenômeno dos blogs. No mundo corporativo também é assim, mas nem tudo é igual: a qualidade do conteúdo e a própria configuração do portal são fatores de diferenciação. Assim como para os bancos possuir um canal de relacionamento na rede é garantia de divulgação e fidelização da clientela, para instituições de ensino esse preceito também é válido. A Cultura Inglesa, famosa escola de idiomas no País, apostou nesse quesito e, juntamente com a Lumis - especializada no desenvolvimento de software para construção e operação de portais - lançou um site dinâmico que agiliza o processo de comunicação interna e externa.
A iniciativa de se investir em um novo site, de acordo com Patrícia Bowler, diretora acadêmica da Cultura Inglesa, partiu da necessidade de se criar comunicação entre as áreas. "Desde 2000, quando decidimos elaborar conteúdo online, surgiram projetos isolados. Havia uma parte só de marketing, outra só para a área acadêmica. Nós chegamos a ter cinco páginas diferentes na Internet que não se comunicavam entre si. Por esse motivo, optamos por um portal que unisse tudo no mesmo espaço", explica a diretora. "E a assistência da Lumis foi a que mais nos conferiu flexibilidade e, ao mesmo tempo, simplicidade", completa André Sales, coordenador de projetos web da instituição.
O site foi denominado "My Cultura Inglesa", em uma clara intenção de enfatizar a personalização da página. "Afinal, o cliente espera que você já saiba quem ele é", afirma André Matos, diretor executivo da Lumis. O portal oferece um conjunto de serviços online para alunos, responsáveis e professores, respeitando e se adequando às características de cada perfil, através das chamadas rotas. Isso significa que o pai de um estudante, que se cadastra com o número do CPF, não tem como acessar uma seção específica dos docentes, como por exemplo, o material sugerido para uso em sala de aula.
A parceria com a Lumis trouxe agilidade ao processo. "Antigamente, a Cultura Inglesa possuía uma página mais didática. Hoje, além do dinamismo, a área de marketing independe da área de TI para a publicação do conteúdo", explica Mila Costa Moraes, consultora técnica da Lumis. A capacidade de autoria é um dos fatores mais importantes para a rede de idiomas e o fato de ela ser controlada pela área de marketing tem relação direta com a questão comercial. "O pessoal dessa área tem uma melhor visão do todo, eles têm dimensão da segmentação do público, crianças, adolescentes e adultos, e com isso, conseguem atrair cada setor e satisfazê-lo", ressalta André Sales.
Os dados obtidos apontam uma evolução. Anteriormente, 10% dos alunos utilizavam o serviço online. Com o lançamento do portal "My Cultura Inglesa", esperava-se que esse número subisse para 30%. Entretanto, as expectativas foram superadas. A partir de um monitoramento diário das visitas, chegou-se à conclusão de que, na realidade, 60% do alunado acessam o site na Internet. "Apesar de ainda não ter sido realizada uma pesquisa que nos proporcionasse uma resposta mais categórica, os números são tão surpreendentes que eu não duvido da melhora no ensino", comemora Patrícia. Tanto é que a diretora já eleva sua meta para esse ano: "Pretendemos atingir a casa dos 80%".
Obviamente, entra em discussão a inclusão no currículo de um estudo online. A diretora acadêmica acredita que esse é um desafio da nova era, afinal, há a necessidade de se ajudar a formar um cidadão do século XXI. "A tecnologia é fundamental para o desenvolvimento do treinamento, mas de nada adianta o equipamento se você não tem bom conteúdo", explica Sales.
O "My Cultura Inglesa" pode ser usado por qualquer pessoa. Um usuário comum, navegando pela Internet, e cai no endereço, pode utilizar alguns serviços como os testes de nivelamento em inglês, que são considerados pelos desenvolvedores do portal como "testes inteligentes". "O internauta não precisa responder a milhares de questões para saber em que nível se encaixa. Dependendo das respostas que ele dá, ele tem o resultado mais rápido. Aí é só se dirigir à Cultura Inglesa mais próxima dele, mostrar a análise e efetuar também testes de conversação e escrita", aponta Patrícia. Para os alunos ativos, existem as rotas de estudo que entram em ação assim que ele efetua o login. A partir do número de matrícula, o estudante é imediatamente reconhecido e dirigido. Portanto, ele não faz o que quer, e sim, o que lhe é indicado. Além disso, o professor monitora esses estudos e isso conta na avaliação final. "Nossa pretensão é mesmo aumentar a participação do online. Isso é inevitável", comenta a diretora. O estudante pode fazer uso do portal também para revisar as matérias, estudar os exercícios complementares e ter acesso ao conteúdo de uma aula caso a tenha perdido.
Além dos serviços educacionais, há também no "My Cultura Inglesa" uma secretaria virtual, favorecendo o auto-atendimento. Os responsáveis podem imprimir boletos, encontrar informações sobre pagamentos e sobre a freqüência dos dependentes. Quando o aluno falta, o sistema envia uma mensagem. O desempenho também pode ser verificado através de gráficos com comentários. As informações são publicadas no site pelos professores e pelas filiais através da intranet.
Quem navega no portal, nota, já à primeira olhada, que ele não é nacional. O site suportado pela Lumis é direcionado apenas para Goiânia, Distrito Federal e Rio de Janeiro. "Essa é uma questão puramente de estrutura empresarial. A Cultura Inglesa não é um sistema de franquia, cada escola é uma empresa independente. Esse portal é resultado de uma empreitada realizada por estabelecimentos associados", explica Patrícia Bowler.
Fonte: Executivos Financeiros - Setembro/2006