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Integração Corporativa - 18/07/2005 Solução de Portal da Lumis ajuda a diminuir a distância - e aumentar a unidade - entre 18 empresas independentes do sistema Coca-Cola no Brasil
Luciana Coen
 São seis bilhões de litros de refrigerantes, águas, sucos e energéticos consumidos. O equivalente a mais de 34 litros per capita. Essa é a produção da Coca-Cola no Brasil, terceira maior operação da empresa no mundo, perdendo apenas para Estados Unidos e México. As responsáveis por tamanha produção são 37 fábricas engarrafadoras, operadas por 18 grupos empresariais independentes, que formam, juntamente com a divisão Brasil da The Coca-Cola Company e a Recofarma Indústrias do Amazonas, o sistema Coca-Cola no País.
Com uma estrutura que absorve 25 mil pessoas, a segurança dos carros que entram e saem das garagens, visitantes que entram nas dependências de fábricas e escritórios, e funcionários em diferentes turnos, era preciso uniformizar e melhorar o controle da segurança nas engarrafadoras. Para isto, o diretor de qualidade e atendimento ao consumidor da Coca-Cola no Brasil, Cyro Fernandes, decidiu pedir auxílio à área de tecnologia da informação e começou a coletar informações, por meio de uma solução de portal da brasileira Lumis. "Tentamos criar uma plataforma para reunir os dados e compartilhar com outros fabricantes", afirma Fernandes.

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Baixo custo e alta escabilidade
Lumis enfrentou concorrência direta de empresas como a Microsoft e Vignette, com seu produto. A área de Ti da Coca-Cola foi em busca de uma solução de portal, para atender à área técnico-logística, que precisava de uma solução. A empresa lançou uma concorrência, da qual fizeram parte empresas como a microsoft e Vignette e a Lumis. “A Lumis tinha a solução com a qualidade que precisávamos, custo e boa capacidade de escala”, afirma Jorge Osman, gerente de TI da empresa. O projeto inicial, para a área de segurança, levou cerca de quatro meses para ser implementado. A equipe era formada por um gerente de projetos da consultoria Sirius, que faz a customização do portal, Ricardo Reis, gerente de qualidade da Coca-Cola, e um líder da área de TI. A solução está abrigada em um servidor web. Foi feita com teconologia microsoft e é servida com banco de dados Oracle. |
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O Projeto começou com um sofisticado levantamento de dados, em que foram descritos os processos de segurança física utilizados nas diferentes fábricas. Com isto, a empresa no Brasil pretendia verificar vulnerabilidades nas rotinas. "Nosso interesse, no início era ter uma visão global do sistema e estimar a quantidade de investimentos necessários", conta o executivo. O portal, criado para ser acessado por todas as empresas que fazem parte do sistema Coca-Cola no Brasil, ganhou um novo status, transformando-se na maior fonte de informações das engarrafadoras independentes. "Acabou se tornando uma forma de comunicação e troca de melhores práticas entre elas", diz Fernandes. O resultado do projeto de portal foi a contratação de uma consultoria para complementar o sistema interno com novos módulos da solução Lumis. As áreas de qualidade e meio-ambiente passaram a fazer parte da solução, com informações fundamentais para todas as empresas do sistema: documentação da The Coca-Cola Company, legislação alimentar e de meio-ambiente, lista de contatos dos fabricantes e indicadores independentes. Foram investidos no portal, até agora, 180 mil reais.
RESISTÊNCIA CULTURAL
 Embora o portal seja visto como uma ferramenta que aumenta a unidade empresarial, no início houve muita resistência à utilização da ferramenta. | "Muitos tinham receios em relação à confidencialidade e confiabilidade dos dados", lembra Fernandes, que insistiu na ferramenta até que as fábricas começassem a trocar informações valiosas entre si. "Tivemos um caso em que uma engarrafadora indicou uma consultoria a outra, via portal. Esta troca de informações é muito interessante", ressalta. Neste momento, a empresa está em fase de implementação do setor de operações técnicas, que envolve as áreas logística e industrial. Até o fim do ano, informações desses dois setores devem estar sendo amplamente utilizadas pela companhia. O objetivo é estimular a troca de informações, com casos de sucesso, e facilitar o benchmarking. No início do ano, o processo de aprovação de um novo rótulo da marca foi todo feito via portal. Antes, peças eram enviadas fisicamente aos fabricantes, que davam retornos sobre conformidade com a legislação e posição do código de barras. Desta vez, o fluxo de aprovação ocorreu eletronicamente, por meio de um sistema de troca de informações e uma cópia escaneada disponível no sistema. O fluxo mais rápido torna menos provável a ocorrência de falhas de fabricação. Hoje, são 50 pessoas, incluindo a vice-presidência, que têm acesso ao portal, mais cerca de 250 usuários das engarrafadoras. O projeto deu tão certo que, no ano que vem, é provável que o portal se abra - com informações selecionadas, claro - para consumidores finais. "O portal está se tornando uma ferramenta da companhia", avalia Fernandes. "Foi uma sementinha que deu certo", conclui. Fonte: Computerworld
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