A matemática não será mais a mesma - 20/08/2004 Em parceria com o governo de Goiás, a Fundação Roberto Marinho utiliza plataforma de colaboração para aprimorar o ensino junto aos professores
Ensinar Matemática, criar uma rede de conhecimento de grande alcance e, conseqüentemente, promover a cidadania. Essa é a missão da Fundação Roberto Marinho, que, em parceria com o governo de Goiás, criou um portal (www.multicurso.org.br) para reunir educadores em um ambiente de intercâmbio e cooperação. O projeto é baseado na plataforma tecnológica Lumis Portal Suite 2.0 (da Lumis Tecnologia da Informação, empresa especializada em produtos e soluções de portais corporativos), ferramenta que oferece aos participantes uma combinação própria de recursos do portal de acordo com o perfil de cada usuário.
E a iniciativa vem mostrando resultados. “As informações são armazenadas no sistema e formam um acervo de grande valor, disponível para consulta a qualquer momento. Ao mesmo tempo, as atividades interativas fortalecem os laços entre os participantes e contribuem para formar uma rede de aprendizagem cooperativa, o que beneficia a inclusão social a partir do estudo da Matemática”, analisa a coordenadora do projeto pela Fundação Roberto Marinho, Eliane Birman. Segundo ela, ao fim do primeiro mês no ar, em maio, o número de acessos cresceu quase 100%, saltando de 22 mil para 40 mil.
Por intermédio do portal, o multicurso Matemática mobiliza 2,4 mil educadores, entre professores da primeira série do ensino médio, coordenadores pedagógicos e diretores das 591 escolas da rede estadual de Goiás. Eles estão divididos em grupos de estudo que se encontram a cada 15 dias para desenvolver as atividades propostas nos roteiros de trabalho, produzidos pela equipe de consultores da Fundação. O coordenador de cada grupo de estudo é quem encaminha, pelo portal, as atividades para o tutor responsável, que, por sua vez, devolve as atividades corrigidas ao coordenador. O monitoramento ocorre em paralelo, com relatórios próprios, desenvolvidos para o acompanhamento dos trabalhos. A essa dinâmica de encontros e vai-e-vem de atividades chama-se PFC (Programa de Formação Continuada).
Cada grupo possui uma área de colaboração própria no portal, na qual os participantes trocam conhecimentos livremente. Outra característica do portal é que, a partir dele, os educadores podem criar e manter blogs próprios. “Já estamos pensando em estender o ensino continuado para outra disciplina, a de língua portuguesa”, revela Eliane. “A postura do professor mudou ao perceber que ele faz parte de uma rede de troca de idéias permanente. Agora ele se preocupa mais em estudar e se aprimorar, o que acaba influenciando positivamente no ensino.”
A solução toda foi desenvolvida em um mês, com a Fundação Roberto Marinho responsável pela produção de todo o material didático e de formação continuada usados no programa. O governo do Estado de Goiás teve o papel de financiar a iniciativa.
Fonte: Revista Information Week